Os sustos e a tensão ainda são partes
importantes
Quando o primeiro jogo da franquia Dead Space foi lançado, muito se falou sobre o quão assustador ele era. Ambientes escuros e claustrofóbicos ajudavam a colocar o jogador, sempre no controle do engenheiro espacial Isaac Clarke, dentro do clima do título. Sustos eram comuns, e o game parecia ser o substituto real de Resident Evil como o grande título atual do gênero survival horror.
Só que, depois de dois jogos tensos, Dead Space 3 chega com mudanças que realmente assustaram fãs da franquia, já que, com a adição de um modo cooperativo, missões em ambientes amplos e iluminados e uma possível maior ênfase na ação, o título poderia perder sua identidade e se tornar um jogo genérico.
Será que a saga de Isaac Clarke contra necromorfos e a Unitologia realmente se tornará mais um shooter como vários outros do mercado ou ainda teremos no jogo os sustos e características que marcaram a franquia?
Ambientes fechados são mais aconchegantes
Recentemente, a EA convidou alguns jornalistas para testarem um trecho do jogo e, durante meia hora, foi possível verificar que o receio que todos tinham de que Dead Space 3 acabaria se tornando um Lost Planet genérico foram para o buraco.
Apesar de o título contar com seções de exploração intensa em um planeta congelado, a parte demonstrada mostrava um ambiente típico da série. Se passando dentro de uma nave abandonada (que lembrava muito o cenário do primeiro game), a missão não fazia parte da história principal, mas servia para o jogador obter mais informações sobre o que aconteceu no planeta, assim como conseguir novos equipamentos para o personagem.
Puzzles no estilo dos encontrados nos títulos anteriores aparecem durante a exploração da nave, que também apresenta o mesmo estilo de iluminação e clima vistos nos dois primeiros games. O uso dos poderes telecinéticos de Clarke também entra na equação na hora de solucionar alguns dos desafios encontrados pelo cenário.
Seu companheiro não é apenas o seu fiel escudeiro
A inclusão de John Carver, novo personagem que entra como companheiro de Isaac Clarke em Dead Space 3, preocupou muitos fãs da franquia. Seria ele um clone descerebrado do personagem principal, não exibindo um pingo de personalidade ou uma adição importante para a trama?
A segunda opção parece ser a mais correta, já que Carver é um personagem completo, com motivos próprios para estar naquela situação. Apesar de não ser necessário jogar Dead Space 3 com outra pessoa para aproveitar o jogo, ter alguém no controle de Carver trará vantagens, como o fato de alguns itens serem adquiridos somente com a ajuda do personagem.
Tiroteios e ação, mas com foco na tensão
O maior medo dos fãs é o de Dead Space 3 virar um jogo de tiro como outro qualquer, eliminando todo o clima da franquia em prol de algo mais voltado para ação. Os tiroteios e inimigos gigantes estão lá e os controles dos personagens permitem ações mais frenéticas, mas o foco do jogo ainda é o survival horror.
Necromorfos ainda surgem em momentos inesperados, novos inimigos — como os soldados da Unitologia — tentam impedir que Clarke e Carver frustrem novamente os planos da religião e cenários claustrofóbicos e escuros ainda deixarão os jogadores à beira de um ataque de nervos.
Dead Space 3 apresenta mudanças que parecem aumentar os riscos enfrentados por Isaac Clarke e John Carver, sem ignorar as características que fizeram da franquia um dos maiores sucessos atuais da EA.
Dead Space 3 tem previsão de lançamento para fevereiro de 2013, para Xbox 360, PlayStation 3 e PC.
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